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Marketing
Renata Gomes
há 1 ano
Tudo que você precisa saber sobre a história do marketing
A Associação Americana de Marketing define a atividade como um “conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para os clientes, parceiros e sociedade em geral”.
Perceba que, nesta definição, fica claro o valor do cliente no processo de fazer marketing.
Mas você sabia que nem sempre foi assim?
Para entendermos sobre a trajetória do marketing pelo mundo, lhe convido a voltar alguns anos, lá nas aulas de história do ensino fundamental.
Você deve ter aprendido que antigas civilizações eventualmente passaram a trocar mercadorias entre si como uma forma de comércio, embora ainda bastante primitiva.
O homem, então, precisou desenvolver habilidades de persuasão para convencer os demais sobre importância e a utilidade de seus produtos.
Aliás, na antiguidade clássica, há registros de que os chamados “pregoeiros” eram marqueteiros de profissão, vendendo produtos e escravos por onde passavam.
Depois, com as grandes navegações, surgiram as moedas e as relações comerciais se intensificaram e ficaram mais complexas.
Já em 1455, o surgimento da impressora de Gutenberg foi um grande marco para a imprensa: a partir de então, era possível imprimir em larga escala materiais que antes eram escritos à mão.
Anos depois, essa invenção impulsionaria a produção dos primeiros anúncios impressos.
Mas foi depois da primeira Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, que o conceito de marketing tal qual conhecemos hoje começa a tomar forma.
Afinal, eram tempos de produção em massa como nunca visto antes.
Com isso, começava a nascer também a grande mídia, e os comerciantes precisavam aprender novas maneiras de divulgar os seus produtos para não ficarem para trás.
Embora seja difícil especificar quando surgiu o marketing, é consenso entre muitos estudiosos que a Revolução Industrial transformou a forma de praticar a atividade.
Philip Kotler, o guru do marketing, nomeou essa “era de produção” de marketing 1.0.
As empresas não se preocupavam com a qualidade do produto nem com exigências de clientes... Era produção e venda, somente isso.
Já no período entre guerras, ou seja, entre o começo do século XX até o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, mercadológicos passaram a enxergar a necessidade de entender como a propaganda afetava pessoas e negócios.
Apesar de novo enquanto ciência, já era evidente que o marketing era capaz de gerar nos consumidores associações positivas ou negativas quando expostos a determinadas marcas.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a concorrência crescia cada vez mais e os produtos antes vendidos em larga escala passaram a ser estocados.
O foco das empresas, em vez de produção em massa, passou, então, a se direcionar às vendas.
Era preciso vender a qualquer custo, e os grandes aliados para isso eram os outdoors, os jornais, as revistas, passando pelo rádio com a primeira transmissão em 1920, e a televisão, que, a partir de 1940, levou o marketing mundial para um outro nível.
No Brasil dos anos 50, vivíamos um período de grande aceleração econômica e industrial.
E é a partir dessa década que começo uma linha do tempo com as principais características do marketing para cada fase da história.
Anos 50 – O começo do Marketing no Brasil, período de industrialização e quando a televisão chegou ao país. Grande parte da população ainda vivia no campo.
Anos 60 - Pela primeira vez, as marcas começavam a apresentar departamentos de marketing mais sofisticados, preocupados em desenvolver estratégias de produção.
Entre elas, a preocupação com o que produzir, onde vender, por qual valor e de que forma anunciar o produto para o consumidor. A população urbana finalmente ultrapassa a rural, dando vida a um novo tipo de consumidor.
Anos 70 – Com o marketing mais consolidado, temos clientes mais exigentes. Ele passa, então, a ser estratégia essencial não só para as empresas, como também para governos, organizações e até entidades religiosas.
Surgem as definições de público-alvo e as primeiras segmentações de mercado.
Anos 80 - É o Marketing 2.0 surgindo na Era da Informação, cada vez mais orientado para as necessidades do consumidor.
Anos 90 - É o “boom” da internet e o começo de um mundo globalizado que mudaria a forma de fazer marketing para sempre.
Surgem os blogs, os e-mails, algumas redes sociais e buscadores.
A sociedade também passou a despertar para a necessidade de cuidar do meio ambiente e do planeta de maneira geral.
Surge, então, um mercado focado em valores – é o marketing 3.0.
Anos 2000 - O cliente não só deixou de comprar apenas por necessidade, como também já não dava tanta importância aos preços dos produtos, contanto que tivessem a utilidade esperada.
São tempos de popularização da telefonia celular, democratização da internet em larga escala, redes sociais ganhando força com a chegada do Facebook.
Anos 2010 - Com foco no ser humano, a primeira década de um novo milênio inaugura uma nova forma de fazer marketing.
Com a ideia de que um cliente satisfeito é o melhor advogado que uma marca pode ter, a preocupação agora era priorizar toda a jornada do consumidor: é o marketing 4.0. Isso porque as redes sociais estão mais fortes do que nunca, com bilhões de usuários acompanhando tudo o que acontece no mercado em seus smartphones com a facilidade de um toque. Por isso que as empresas que não possuem essa vantagem competitiva acabam abreviando a sua continuidade no mercado.
Para facilitar a compreensão, Philip Kotler dividiu o marketing em quatro fases principais, desde o começo da industrialização até os dias atuais:
• Era da produção, voltada para produção em massa
• Era da informação, voltada para os consumidores
• Era de valores, com foco no ser humano e em sustentabilidade
• Era da revolução digital, que traz a importância de encantar os clientes no lugar de simplesmente superar as expectativas.
Sendo assim, transformar a sua empresa para o digital não é só implantar um software, é você mudar o mindset, ou seja, a maneira das pessoas pensarem.
Mas afinal que ERA é essa?
É o momento que você deve se preocupar com a experiência do usuário em todo processo de compra, do começo no meio e no fim. Ninguém mais quer ir lá e comprar um produto, sair da loja e adeus... O cliente quer sentir que faz parte da comunidade, que compra por uma causa, ele quer se conectar.
As regras mudaram, algo grande está acontecendo e diferente de tudo que você já viu.
67% da jornada do comprador agora é feita digitalmente. Isso significa que sua estratégia digital é mais importante do que nunca.
Até 2020, a experiência do cliente superará o preço e o produto como o diferenciador-chave da marca. 86% dos compradores pagarão mais para terem uma melhor experiência.
Para isso, é importante estar atento e agir com velocidade. O seu negócio precisa se transformar agora, e não daqui a alguns anos.
Quando falamos de transformação digital dentro de organizações tradicionais, a primeira pergunta que fazemos é se a empresa já tem presença digital ou se já iniciou a mudança para acompanhar o mercado.
Afinal, muitas das pessoas que nem imaginavam o quanto a tecnologia evoluiria estão inseridas atualmente como usuários.
O exemplo mais expressivo é a utilização de smartphones. Tão fáceis de utilizar e tão intuitivos, que a comum resistência a novas tecnologias sumiu. Você pode analisar dentro da sua família, quantas pessoas com mais de 40 anos possui um celular, redes sociais, aplicativos de empresas como ifood?
Essa mudança de comportamento transformou claramente a forma de nos relacionarmos e, consequentemente, a forma como consumimos.
Foram tantos benefícios que o mercado naturalmente foi se adaptando numa velocidade avassaladora. Com a democratização da internet há alguns anos, as informações que precisávamos estavam literalmente em nossas mãos: um endereço, um telefone, uma receita, uma dúvida em meio a uma discussão, uma notícia, o site de um eletroeletrônico que esclarece detalhes técnicos de um produto e até um outro comparando preços do mesmo produto em diferentes lojas.
Toda essa praticidade aliada à economia de tempo e dinheiro fez com que fosse criado um conceito de como os produtos devem atender o usuário - independente da faixa etária.
Hoje, o relacionamento de marcas com pessoas devem ir muito além do que é feito pelo setor de marketing. Toda a jornada do consumidor deve ser desenhada com foco na melhor experiência do cliente.
Um exemplo de como manter foco no cliente é garantir um alto nível do serviço digital. Os clientes têm mais propensão a interagir com a empresa através de um aplicativo ou site do que com um funcionário. Com as facilidades da web, o usuário está cada vez mais exigente, visto que consegue interagir com muito mais empresas em menos tempo - e a comparação é inevitável. Porém, não queremos dizer com isso que os seres humanos devem ser substituídos por robôs, mas sim, que em muitos casos otimizar com qualidade é um caminho a ser seguido.
Isso significa que na era digital, seus aplicativos, site e redes sociais são a sua marca. Fazendo do jeito certo, venderão por você!
UM RESUMÃO:
1785 - Primeira Revolução
A Primeira Revolução Industrial utilizou a força do vapor para mecanizar a produção.
1870 - Segunda Revolução
A Segunda usou energia elétrica para criar produção em massa.
1969 - Terceira Revolução
A Terceira usou a eletrônica e a tecnologia da informação para automatizar a produção.
2010 - Quarta Revolução
A Quarta está usando sistemas que integram o digital e o físico para satisfazer as novas necessidades das pessoas, como inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem que estão mudando as formas de produção e os modelos de negócios.
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